As restrições para Coleostephus myconis (sin. Chrysanthemum myconis), nome comum: pampilho, estão mais ligadas ao seu controle em ambientes agrícolas do que à sua proibição legal generalizada como invasora de áreas de conservação.
Na região Sul do Brasil, no Uruguai e na Argentina,Coleostephus myconisé classificada e tratada principalmente como umaplanta daninha agressiva, especialmente em ambientes agrícolas, e não necessariamente como uma espécie invasora de áreas naturais. Embora muitas vezes os termos sejam usados de forma intercambiável, eles têm distinções importantes na legislação e no manejo.
Embora frequentemente considerada uma planta daninha em áreas agrícolas, opampilho(Coleostephus myconis) exibe uma flor de beleza singular em meio à paisagem campestre. Canela, RS, 10.out.2025, 29°19’58.6″S 50°46’57.4″WA flor vibrante deColeostephus myconis, popularmente conhecida comopampilhoouolhos-de-boi. Canela, RS, 10.out.2025, 29°19’58.6″S 50°46’57.4″WPampilho (Coleostephus myconis) em plena floração, colorindo a paisagem campestre de Canela, RS, no dia 17 de outubro de 2025 (29°19’56.8″S 50°46’56.0″W).A beleza rústica do pampilho (Coleostephus myconis), registrada em Canela, RS, em 13 de outubro de 2025.Caule verde e ramificado de Coleostephus myconis, exibindo uma coloração avermelhada ou arroxeada em algumas partes, principalmente nas axilas das folhas. As folhas se alternam ao longo do caule e variam em formato: as mais baixas são obovadas com margens serrilhadas, enquanto as superiores são sésseis, com a base abraçando o caule, e mais lanceoladas. No ápice da planta, há uma flor completamente aberta, com lígulas (pétalas) amarelas dispostas ao redor de um disco central amarelo, e também é visível um botão floral ainda fechado, que demonstra o estágio de desenvolvimento da planta (13out2025, 29°20’20.1″S 50°47’17.1″W, Canela, RS).Flores deColeostephus myconis, amarelas, pétalas e centros em formato de disco bem visíveis (13out2025, 29°19’53.0″S 50°46’54.0″W, Canela, RS).Botão floral amarelo deColeostephus myconis, de formato circular, composto por inúmeras e pequenas flores centrais tubulares. A mão serve como escala para o tamanho da flor (22out2025, 29°20’05.1″S 50°47’04.1″W, Canela, RS).Três flores secas e murchas de Coleostephus myconis, dispostas sobre um papel quadriculado (1mm, quadrado menor), de coloração amarelada e com as pétalas enrugadas, caules finos (Canela, RS).
Bibliografia
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GIMÉNEZ, A.; RIOS, A.CONTROL DE Coleostephus myconis EN AVENA.Este trabalho, disponível em publicações da Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), discute o controle da espécie em lavouras, destacando sua propagação em fazendas no Uruguai.
RIOS, A.; GIMENEZ, A.Margarita de Piria: aspectos basicos para su control.Boletim de Divulgación do INIA La Estanzuela (Uruguai), 1993.
U.S. DEPARTMENT OF AGRICULTURE.Weed Risk Assessment for Coleostephus myconis (L.) Cass.Publicado na Internet em 8 de agosto de 2017, este documento descreve o potencial invasor da planta e seu impacto na América do Sul, com citações de estudos que mostram sua capacidade de formar bancos de sementes e se dispersar.
WFO (World Flora Online).Coleostephus myconis(L.) Rchb.f. A base de dados WFO é uma fonte primária para a taxonomia e nomenclatura da espécie, detalhando a autoridade botânica de Lineu e Reichenbach.
Ph.D. Plant Health (LSU, USA), CREA-RS 29.404,
Professor Titular de Fitopatologia (UFRGS, aposentado),
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6204200065048092,
Diretor da PHOM – Plant Health Open Market